BlogVAE Correndo

29 de Junho de 2016

Dieta dos Quenianos – Qual será o combustível?

 Por Eduardo Campelo

Quarta-feira, dia de falarmos de dieta não somente como orientação e sugestão técnica, mas também como curiosidade. Já parou para pensar na dieta dos quenianos? Será que são hegemônicos nas provas de longas distâncias somente pelo seu perfil físico e aspectos anatômicos, ou também devido a sua rotina de alimentação? Você sabia que alguns atletas foram questionados e alimentos processados não fazem parte da sua alimentação?  Suas dietas são baseadas em UGALI (uma espécie de mingau de milho com toque de suco de limão), SUKUMA WIKI (espécie de couve ensopada), NDENGU (feijões) e CHIPATI (pão feito com farinha local). Arroz, batata e massa estão sempre presentes tanto no almoço como no jantar, já a proteína (carnes e peixes) é consumida em média 3 vezes por semana e eles não têm o hábito de ingerir lanches intermediários e sobremesas, e quando o fazem só utilizam frutas. Estudos de casos mostram que a alimentação diária dos atletas de elite do Quênia é composta por 76% de carboidrato, o que está de acordo com as orientações técnicas encontradas para atletas de corrida de longa distância em geral. Fique atento ao seu consumo de carboidrato diário:  ele  precisa ser suficiente para manter sua demanda energética , porém é necessário se ater na qualidade e funcionalidade desse alimento. Para ter performance em provas de longa duração, nem pense em uma dieta pobre em carboidrato, porém tenha cuidado ao combinar o alimento com elementos muito gordurosos, pois geralmente é assim que o carboidrato é servido em nossa mesa ou oferecido para consumo. Capriche no carboidrato de qualidade e voe nas pistas!!

28 de Junho de 2016

Lesões na corrida , será que há especificações ?

 

Lesões na corrida , será que há especificações ?

Por Eduardo Campelo

 

Hoje corrida e lesão parecem ser elementos inseparáveis. Segundo  estatísticas,  92% dos corredores já sofreram algum tipo de lesão ao longo do seu histórico esportivo. Já pensou se sua modalidade preferida ou almejada de prova (3km, 5km, 10km, 21km, Maratona ou ultra) te traz algum risco específico ou incidência de alguma lesão mais freqüente?  É sabido que volumes maiores que 50km semanais e treinos intensos  seguidamente combinados com recuperação parcial aumentam o risco de lesão, no entanto a  principal causa das lesões é a combinação de fatores intrínsecos (características anatômicas, faixa etária, histórico de lesões e condicionamento cardiovascular) e extrínsecos (planejamento do treinamento, equipamentos, relevo, nutrição). Estudos apontam que provas mais curtas e com maior intensidade estão mais associadas com tendinopatia de tendão patelar, infamações de joelho, distensões / rupturas / estiramentos, periostite (canelite) e entorses. As provas de médias distâncias (meia maratona) estão mais associadas com fascite plantar, lesões em isquiotibiais, síndrome da banda ílio tibial e também tendionopatia de tendão patelar. Atividades de longa duração já apresentam maior associação com fascite plantar, tendinite de dorsiflexores, tendinopatia de calcâneo, e síndrome do estresse media tíbia . 

Bom, já sabemos que as lesões independem da modalidade de corrida, e a associação com risco de lesões irá sempre existir, localizadas nos membros inferiores e com mais incidência no joelho. Siga um planejamento de treino de corrida adequando e compatível com seu condicionamento, nutrição equilibrada e fortalecimento muscular continuo,  pois essa é a melhor forma de diminuir a chance de ter uma parada indesejável. 

27 de Junho de 2016

Treinar nas competições , você consegue?

Treinar nas competições ,  você consegue ?

Por Eduardo Campelo

 

Nos dias de hoje o calendário de competições para os corredores e como parque de diversão para crianças, há tantas opções atrativas que se não houver um direcionamento é muito provável que para o pouco espaço de tempo e empolgação do momento as escolhas não sejam as melhores.   A utilização de provas/competições para treinamento é uma pratica muito utilizada pelos atletas de elite, para diminuir o estresse emocional, adaptar e simular  situações para sua prova alvo além de utilizar a estrutura de eventos para treino, mas atletas amadores precisam entender melhor essa metodologia, é muito comum vermos alguns corredores amadores todos os domingos na linha de largada, se você esta se identificando repense e siga o exemplo dos profissionais , encare algumas provas com treino, e não deixe-se levar pela competitividade, caso contrario seu estresse físico e mental  com o passar do tempo elevarão o risco de lesão e a chance de frustração com os resultados. A dica caso goste de participar de varias competições é não tentar correr o mais rápido que puder todas as provas, escolha 1(uma) por mês dependendo da especificidade da prova já é uma meta bem ousada,  mas lembre disso na hora que esta colocando o numero de peito, muitos atletas vão para a prova para realizar o que foi planejado com seu técnico,  “usar a prova como treino”,  e ao colocar o numero de peito e se posicionarem na largada se transformam em leões e esquecem o  que foi planejado. Então é muito sadio treinar em competições  mas se você não esquecer que esta ali para treinar e não para competir.

24 de Junho de 2016

Track and Field Run Series - Uma excelente chance de competir em outro percurso em POA

Track and Field Run Series - Uma excelente chance de competir em outro percurso em POA

Por Eduardo Campelo

 

Sexta-feira é dia pensar na competição do final de semana e o nosso blog trará, nesse dia, dicas de nossos treinadores ou o relato de um atleta que já participou da prova que ocorrerá no final de semana! Em nossa capital iremos receber no próximo domingo a Etapa Track and Field Run Series / Shopping Iguatemi, e essa corrida é uma excelente oportunidade para variar o percurso das competições em Porto Alegre. Essa etapa da TFRS geralmente explora um percurso utilizado para treino pelos atletas, porém não utilizado em competições, que geralmente concentram-se sempre em uma mesma região da cidade. Na prova desse domingo, apesar de ser um percurso único para os 5 km e para os 10 km (2 voltas de 5 km), te proporcionará competir em outro cenário e com uma variação  de altimetria mesmo que pequena , já que envolve alguns aclives e declives  nas redondezas do Parque Germânia. Fica a dica para os corredores de 5 km que desejarem realizar um bom tempo: procurar fazer uma boa largada e não pensar muito em poupar energia devido às inclinações do percurso; buscar não aumentar o ritmo nas inclinações e sim tentar perder menos a sua velocidade devido aos aclives, pois logo terá um declive que antecede o desfecho do percurso (que por não ser muito longo, ajudará a retomar o ritmo de prova sem uma alto desgaste muscular ). Para a prova dos 10 km um bom parâmetro seria usar o “LAP”: a primeira volta dos 5 km como controlador de ritmo, tentar fazer a primeira passagem um pouco acima, mas não muito distante, do seu melhor “pace” ou “tempo run” de 5 km para não deixar seu ritmo cair na segunda volta e até melhorá-lo.  Fique atento: observe como seu corpo respondeu às variações de aclives e declives na primeira volta (Você perdeu muito tempo? Cansou muito? Foi forte demais?  Conseguiu soltar e retomar o ritmo depois da subida?), avalie sua primeira volta e vá preparado para a segunda volta,  tentando repetir ou melhorar o tempo na metade final da prova. E lembre-se de que a prova de 10 km tem por característica importante o ritmo, e mesmo com a variação de subidas e descidas mantenha um ritmo mais estabilizado em torno 70 a 85% da prova (7 a 8 km) e depois arrisque se estiver seguro disso, ou faça muita força para não deixar o ritmo cair no final. Boa corrida a todos!! 

23 de Junho de 2016

Quero começar nas trilhas, será que estou apto?

 

Quero começar nas trilhas, será que estou apto?

Por Eduardo Campelo

Na última quinta-feira trouxemos de forma resumida alguns conceitos e a apresentação do Trail  Run como introdução para nossos papos via blog sobre corrida em trilhas e montanhas. Hoje daremos o primeiro passo dessa viagem encantadora e viciante que toma conta daqueles que optam por esse tipo de treino.

Quanto à aptidão física, muitos perguntam: já tenho condições de fazer um treino no morro ou de trilha, professor?  Ou mesmo: posso começar a correr direto nos treinos de trilhas?

As respostas são: lembre-se sempre do bom senso! Qualquer esporte no seu início deve obedecer ao principio básico de conforto e preservação de sua integridade física, e não agressão e tortura. Talvez essa seja a grande dificuldade de começar direto no Trail Run, pois geralmente os treinos são realizados em grupos de níveis de condicionamento muito heterogêneos e se você for iniciante e sem experiência alguma em corrida, fará um esforço muito maior que seu corpo está preparado para acompanhar o grupo, mesmo que intercale corrida e caminhada. No entanto, se o grupo for todo de corredores iniciantes, não há problema algum de começar direto no Trail Run, mas você deve ficar atento a alguns pontos como a escolha do percurso, defina uma trilha “relativamente plana e mais limpa”, opte por um solo mais nivelado e com obstáculos mais tranqüilos, ou seja, sem muitas rochas e pedregulhos. O ideal é iniciar em ruas de terras, os “estradões de chão batido”, que também fazem parte dos percursos nas competições. Quanto ao volume, os treinos devem ter entre 30 min e 1 hora com aumento de tempo gradual. Você também precisará de 2 equipamentos básicos: uma mochila ou cinto de hidratação (se o treino exceder 30 min )  e um tênis específico para trilhas, que oferece mais estabilidade , possui um solado mais rígido e com maior proteção na dianteira e no calcanhar, além de serem mais aderentes ao solo.

 Se está escutando a trilha te chamar, siga o chamado! Mas procure uma equipe ou grupo para orientação e direcionamento que já praticam essa modalidade, pois a troca de experiência entre trilheiros é fascinante, vem no pacote e irá te motivar cada vez mais!

 

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